curso
Formação Inteligência Artificial
Formação da branas.io sobre programar com IA: llms, harness, rules, skills, mcp, spec-driven development, rag e agentes autônomos, com o agente construído do zero e palestras dos dois instrutores.
ficha
- país
- Brasil
- idioma original
- português
- escola
- branas.io
- formato
- ao vivo e gravado
- lançado em
- jul 2026
- módulos
- 19
- aulas
- 71
- carga horária
- 28,3 h
- site oficial
- www.branas.io
quem fez
- instrutor
- Pedro Nauck
- apresentação das palestras
- Waldemar Neto, Victor Kuster
- apresentação das lives
- Wheslley Rimar Bezerra, Dennis Rojas Pereira, Alisson Suassuna
aulas
Mercado
As 5 etapas da adoção de IA
Classifica a adoção de IA pelos devs em cinco níveis, de L0 (hater) a L4 (fábrica com pipelines autônomos), e defende sair do modo babá (L2) para o de gerente (L3), citando o Devin disparado por tickets do Linear.
Os mitos da produtividade
Sustenta que código escrito por IA não é sinônimo de produtividade, lista nove ganhos reais (testes, padrões, segurança, revisão) e alerta que a pressão por entrega cresceu e quem não se adaptar perde espaço.
Nosso papel mudou definitivamente
Defende que o novo dev mistura analista de negócio e líder técnico, com o caso de um plano de contas de ERP escolar com atribuição automática por palavra-chave; o resultado vem de modelo, harness, técnica e conhecimento.
O que mudou no SaaS com a chegada da IA?
Percorre 80 anos de computação até a IA e defende que o software passa a captar a intenção do usuário: o núcleo determinístico fica, a interação muda, com o harness como novo navegador e o MCP como nova API.
LLM
Fundamentos das LLMs
Explica a LLM como gerador de tokens sobre a arquitetura transformer: tokenização (no OpenAI Tokenizer, comparando inglês e português), embeddings, atenção, temperatura e top-k, e por que o cache baixa o custo.
Modelos para codificação
Compara doze modelos para código por preço e contexto (Fable 5, Opus 5, GPT-5.6 Sol, Terra e Luna, Kimi K3, GLM 5.2) e usa o ranking do Agent Arena e o OpenRouter para escolher o modelo de planejar e o de executar.
Degradação de contexto
Mostra pelo teste MRCR do GPT-5.4 que a precisão cai de 97% para 37% perto de 1M tokens, que a compactação perde informação, e recomenda quebrar a tarefa e trabalhar na faixa de 300 a 400 mil tokens.
Reasoning
Explica o reasoning como tokens internos de raciocínio, herdeiro do chain of thought: o preço por token não muda, mas o volume sim; high ou xhigh para planejar, medium para executar uma especificação clara.
Modelos locais
Defende que modelo local só compensa por conformidade, escala ou aprendizado, dado o custo do hardware (um kit de H100 a US$ 230 mil), e demonstra o Ollama rodando Qwen3-VL 2B pela CLI e por API num script TypeScript.
Harness
Fundamentos
Define harness como tudo ao redor do modelo (contexto, tools, guardrails) e prova, chamando o DeepSeek V4 Flash pelo OpenRouter num script TypeScript, que a LLM é stateless e não acessa arquivos sozinha.
Desenhando o funcionamento
Desenha o harness por dentro: contexto com papéis user e assistant, sessões trocadas por /clear e /resume, system prompt com as tools e o loop agêntico de tool call e tool return corrigindo um hello world.
Precificação
Compara planos e preços de Claude Code, Codex, Cursor, GitHub Copilot, Devin, Trae, Antigravity e Kiro; recomenda Codex e Claude Code pelos limites que resetam e por fabricarem o modelo, com Cursor em terceiro.
Comparando Claude Code e Codex
Roda o mesmo prompt de painel de clima com a API Open-Meteo no Claude Code (Sonnet 5) e no Codex (GPT-5.6 Terra), ambos em reasoning médio, e compara tempo, tokens (67 mil contra 22 mil), visual e código.
Context Engineering
A importância dos guias e sensores
Context engineering é dar à LLM a informação certa na hora certa: guias (comandos, padrões, arquitetura, antipadrões) antecipam o erro e sensores (testes, linters, navegador, logs, banco) permitem autocorreção.
Estruturando o user harness
Monta no diagrama o user harness em volta do harness: rules no AGENTS.md ou CLAUDE.md, sempre carregadas; skills carregadas sob demanda, como a Impeccable; e MCPs ou CLIs que expõem tools de Slack, Linear e GitHub.
Rules
O que acontece quando não temos rules?
Sem rules, o Codex monta um painel de clima com a API Open-Meteo que funciona, mas joga tudo num arquivo, sem testes e quebrando responsabilidade única. A aula defende rules como memória de longo prazo do projeto.
A importância do AGENTS.md
Cria com IA um AGENTS.md na raiz do monorepo com pastas, portas e comandos de instalar, rodar e testar. Defende rule como restrição e "como este projeto faz", e sugere symlink do AGENTS.md para CLAUDE.md.
Definindo as rules do projeto
Escreve rules separadas em .agents/rules ligadas ao AGENTS.md: padrões de código vindos de Clean Code e Refactoring, testes FIRST com 80% de cobertura em Vitest e Playwright, React, pastas, Node e TypeScript.
O impacto das rules no código
Roda o mesmo prompt do painel de clima com as rules: o código sai em camadas e no padrão, mas sem testes até a regra de testes ser reforçada com tag de crítico e menção no AGENTS.md. Custo: 60 mil tokens contra 44 mil.
Skills
Como as skills funcionam?
Skill é uma rule carregada sob demanda em três níveis: frontmatter sempre no contexto, SKILL.md quando acionada e recursos conforme a necessidade. Rule fica para restrição que vale sempre, skill para know-how ocasional.
Economizando tokens com a skill Caveman
Mostra o skills.sh para escolher skills auditadas e instala a Caveman com npx skills add no projeto. No modo ultra, o Codex responde de forma telegráfica enquanto implementa a troca entre Celsius e Fahrenheit.
Dando um salto na UI/UX com a skill Impeccable
Instala a Impeccable e pede um visual futurista para o app de clima; ela gera PRODUCT.md e DESIGN.md e refaz o layout. No redesign sóbrio para enterprise, abre um painel local para escolher a direção visual.
Migrando rules para skills
Usa o skill-creator para converter a rule de React numa skill do projeto, com exemplos em references e dez boas práticas novas. Reforça no AGENTS.md o uso dela no front-end e cria um componente de erro com ela.
MCPs
Estrutura dos MCPs
Explica o Model Context Protocol: o harness é o host e abre clientes que falam com servidores. Compara stdio, para ferramentas locais, com HTTP Streamable, para apps em nuvem, e nota CLIs substituindo MCPs locais.
Implementando MCPs Stdio
Escreve com Bun e o SDK oficial um MCP stdio que gera número aleatório, com parâmetro de limite validado por Zod, e registra no Claude Code com claude mcp add. O Codex ajuda a trocar a API depreciada server.tool.
Implementando MCPs HTTP Streamable
Converte o MCP de número aleatório para HTTP Streamable com Express numa rota POST /mcp e registra no Claude Code via http. Defende o MCP remoto como a nova API do software, com o harness no papel de navegador.
Caso prático: AeroBusca
O Codex gera uma busca de voos Florianópolis e São Paulo com Express, Postgres no Docker e pg-promise, e depois um MCP HTTP sobre os services. No Claude Code, o MCP acha a ida e volta mais barata que cabe numa reunião.
Spec-Driven Development
Prompts sucessivos, Plan Mode ou Spec-Driven Development?
Compara três técnicas: prompts sucessivos para exploração e ajustes pontuais, Plan Mode para tarefas médias e SDD para entregas de ponta a ponta, quebradas em tarefas de contexto isolado que podem rodar em paralelo.
Estruturando as etapas do processo de desenvolvimento (com skills)
Percorre as seis skills e templates do processo: criar-prd, criar-techspec e criar-tasks no planejamento, executar-task, executar-qa e executar-review na execução, com portas dinâmicas para rodar em worktrees paralelas.
Spec-Driven Development na prática
Faz o painel de clima de ponta a ponta: PRD, tech spec e cinco tasks com GPT-5.6 Sol em xhigh, implementação com Luna, e QA e review automáticos com Playwright. Misturar modelos fechou a feature por menos de 2 dólares.
Qual é o tamanho ideal das tasks?
Compara as cinco tasks em janelas limpas com todas seguidas na mesma janela: a sequência reaproveita cache e gastou muito menos tokens, mas arrisca compactação e acumula skills. O tamanho certo é um balanço.
Paralelismo: fazendo 3 tarefas ao mesmo tempo com worktree
Cria três git worktrees e roda o SDD em paralelo para Celsius/Fahrenheit, troca de idioma e autocomplete, planejando com Opus e GPT-5.6 Sol e implementando com Terra e Luna. Os merges com conflito ficam com o Codex.
Construção de Agentes
Construindo um agente do zero: criando o CLI
Define agente como harness mais LLM e começa um do zero em TypeScript com Bun: chamada HTTP à Responses API do OpenRouter com GPT-5.6 Luna, CLI com readline e extração da resposta final em meio aos itens de reasoning.
Construindo um agente do zero: montando a janela de contexto
Monta a janela de contexto como array de mensagens user, assistant e system, usa o system prompt como guardrail (só português, só programação) e cria os comandos /clear e /context com contagem aproximada de tokens.
Construindo um agente do zero: chaveando o modelo e o reasoning
Adiciona ao harness os comandos /model e /reasoning para trocar em tempo de execução entre GPT-5.6 Luna, MiniMax M3 e DeepSeek V4 Flash via OpenRouter, ajustar o esforço de raciocínio e ver tokens e custo com /log.
Construindo um agente do zero: conectando tools na LLM
Explica function calling e o loop agêntico e registra uma tool bash no harness: o código detecta a function_call, executa o comando com execFileSync e devolve o resultado até o agente corrigir um helloWorld.js quebrado.
Mastra
Introdução ao Mastra
Apresenta o Mastra, framework TypeScript para montar o harness de agentes, as formas de instalação (standalone com npm create mastra ou como biblioteca com adaptadores) e o Mastra Studio, e o recomenda para produção.
Mastra Studio
Cria um projeto com npm create mastra e explora no Mastra Studio o agente de clima de exemplo: chat com tool calls, scorers que avaliam as respostas, métricas de tokens e custo, traces, logs e teste isolado de tools.
Storage
Cria um agente de atendimento (CX Agent) e troca o storage padrão em arquivo (LibSQL) por PostgreSQL em Docker com @mastra/pg, mantém o DuckDB na observabilidade e inspeciona via psql as tabelas que o Mastra cria.
Memória
Mostra que sem Memory o agente não persiste threads e mensagens e configura working memory com escopo resource e template de perfil (id, nome, email), reaproveitando os dados do usuário entre conversas.
Título das threads
Explica o resourceId como chave da working memory (recomenda usar o id do usuário) e ativa generateTitle na memória com um modelo barato, o GPT-5.4 nano, e instruções próprias para titular as conversas em português.
Tools
Cria tools com createTool e schemas Zod que consultam o PostgreSQL via pg-promise: identificar o cliente por nome e email, listar faturas em atraso e gravar o consentimento LGPD, com o prompt encadeando as chamadas.
RAG
Fundamentos
Explica quando o RAG ainda compensa diante de modelos com 1 milhão de tokens de contexto, como em grandes acervos sem ligação explícita (livros), e apresenta os dois pipelines: ingestão (chunking e embeddings) e busca.
Pipeline
Detalha o pipeline de ingestão: converter as fontes para Markdown, quebrar em chunks, gerar vetores com um modelo de embedding como o text-embedding-3-small e gravar num banco vetorial que precisa ser atualizado.
Busca com RAG
Compara uma pergunta respondida só pelo treinamento do modelo com a busca com RAG, que vetoriza o prompt, recupera os chunks semelhantes no banco vetorial e enriquece o contexto, e mostra as APIs de RAG do Mastra.
Chunking
Discute como o tamanho do chunk afeta precisão e contexto e compara estratégias (tamanho fixo, por frase, por parágrafo, por estrutura, semântica, hierárquica), recomendando tamanho fixo com overlap de 10% a 25%.
Embedding
Explica embedding como a representação vetorial que aproxima textos de significado parecido, o que permite buscar por sentido e não por palavra exata, como 'azul' e 'blue' ficando próximos no espaço vetorial.
Vector Databases
Mostra que a maioria dos bancos já oferece busca vetorial (PgVector, MongoDB, Redis 8 com vector sets), destaca o Redis para buscas rápidas e as APIs do Mastra para criar índices, inserir e consultar vetores.
Implementação
Implementa um RAG com Mastra sobre os oito livros de Harry Potter em Markdown: chunking recursivo com overlap, embeddings em lote, índice em LibSQL e um agente Sorting Hat com createVectorQueryTool que cita os trechos.
Second Brain
Qual é o problema com a gestão de conhecimento?
Parte das limitações da memória humana e da história das memórias externas, do Memex e do Zettelkasten à web, à wiki e ao Second Brain de Tiago Forte, para mostrar que o difícil é manter a organização atualizada.
Conheça o LLM Wiki
Apresenta o LLM Wiki de Andrej Karpathy: a LLM mantém uma wiki em Markdown a partir de fontes imutáveis em raw/, no formato OKF do Google, com index, log e as operações ingest, query e lint.
Estruturando o processo no AGENTS.md
Percorre um template de AGENTS.md que une o LLM Wiki à especificação OKF v0.2: papel de raw/ e wiki/, frontmatter dos conceitos, regras de citação, as operações ingest, query e lint e o formato de index e log.
INGEST: Ingerindo fontes de conhecimento da área de marketing
Usa o Codex com GPT-5.6 Luna para ingerir em etapas dez documentos fictícios de marketing da NexoERP, gerando resumos de fontes, entidade e conceitos com frontmatter OKF, links cruzados, índice e log.
QUERY: criando anúncios
Só com o contexto da wiki, uma query gera a estrutura de anúncio para pequenas empresas, salva como novo conceito, e depois cinco variações de anúncio para Instagram em Story e Post feitas em HTML e CSS.
QUERY: criando artigos de blog
Pede à wiki três artigos de blog sobre as dores dos clientes, e o agente gera em wiki/output textos com meta description e público sobre planilhas, saldo versus fluxo de caixa e conciliação bancária.
QUERY: criando uma landing page
Gera em HTML e CSS uma landing page da NexoERP para médias e grandes empresas a partir da wiki, usando um modelo barato (GPT-5.6 Luna), e ajusta o AGENTS.md para que os artefatos fiquem sempre em wiki/output.
LINT: reparando a estrutura
Uma query vira o conceito de plano de geração de leads e o lint valida frontmatter e links, acha um HTML fora de wiki/output, corrige e evolui o AGENTS.md para pastas de saída datadas em ISO 8601.
Agentes Autônomos
Um pouco sobre a história
Conta como o OpenClaw de Peter Steinberger nasceu de um gateway de WhatsApp e passou o Linux em estrelas, e quais forças o tornaram viável: modelos de tarefa longa, VPS barata, APIs maduras e canais de chat.
Comparação com outras ferramentas
Separa a CLI de código efêmera (Claude Code, Codex) do runtime sempre ligado (OpenClaw, Hermes) e defende usar o segundo para orquestrar e automatizar, não para programar. Mostra o ditado por voz no Wispr Flow.
Complexidade arquitetural
Desmonta o harness de agente autônomo em seis dimensões (loop, canais, memória em camadas, skills, segurança, observabilidade) e o compara a sistemas operacionais, bancos de dados e sistemas distribuídos.
Visão geral: Hermes
Apresenta o Hermes Agent da Nous Research: memória em USER.md, MEMORY.md e SQLite com FTS5, skills criadas pelo uso, cron em linguagem natural, kanban e aprovação de comandos perigosos, com placar contra o OpenClaw.
Instalação do Hermes
Instala o Hermes pelo script curl, configura o OpenRouter com DeepSeek V4 Pro, liga um bot do Telegram via BotFather com allowlist de usuário e escolhe provedores de ferramenta como Firecrawl, TTS e geração de imagem.
Visão geral: OpenClaw
Explica o OpenClaw por dentro: gateway local que embute o runtime pi, control plane por WebSocket, adapters de canal, plugins, memória em arquivos SOUL/USER/MEMORY, ClawHub de skills e custo de rodar numa VPS pequena.
Configurando e usando o Slack no Hermes
Liga o Hermes ao Slack por manifesto, com uma sessão por thread e transcrição de áudio, instala o MCP do Linear, testa o kanban e usa as skills do cmux para o agente abrir painéis e comandar Claude Code e Codex à vista.
Configurando e usando o Linear no Hermes
Monta o fluxo ponta a ponta: issue nova no Linear dispara webhook (via ngrok e um proxy em Bun) para o Hermes, que cria tarefa no kanban, abre worktree e painel no cmux e conduz o Claude Code até o PR.
Spec-Driven Development em paralelo com Compozy
Palestra sobre paralelismo com Compozy
Rodrigo Branas defende que o ganho com IA vem de processo: guias e sensores no projeto, PRD, tech spec e tarefas enxutas para não arrastar tokens. Ao vivo, o Compozy executa as tarefas no Codex enquanto ele planeja outra feature em paralelo.
Second Brain usando LLM Wiki
Palestra sobre Second Brain
Pedro Nauck explica o LLM Wiki de Karpathy (ingerir muitas fontes, compilar em markdown e consultar) e o distingue de RAG e de second brain de empresa. Mostra seu CLI kb com o QMD, virando um código em grafo no Obsidian e ingerindo um canal do YouTube.
Como a IA mudou a forma de programar?
Como a IA mudou a forma de programar?
Live em que Rodrigo Branas conta como programa com IA: spec-driven em entregas pequenas, contexto enxuto e sensores de validação. Defende que os modelos de ponta já superam a maioria dos devs e que o valor do dev passa a ser entender o problema.
Sendo um dev na era da IA
Sendo um dev na era da IA
Conversa em que Rodrigo Branas fala de emprego, planos e custos de ferramentas para devs e desenha ao vivo como janela de contexto, tool calls, rules, skills e plan mode funcionam. Defende prompts específicos, tarefas pequenas e limpar o contexto.
Dominando Context Engineering
Dominando Context Engineering
Palestra que corrige um bug de desconto no Claude Code com um prompt vago e um preciso, e mostra no /context a queda de 10 mil para mil tokens. Explica tool call, MCP, subagentes, plan mode, spec-driven, rules e skills para conter a degradação do contexto.
A IA não vai roubar seu emprego, mas outro dev que usa IA vai
A IA não vai roubar seu emprego, mas outro dev que usa IA vai
Palestra que defende que o dev será trocado por quem usa IA melhor e que a técnica pesa mais que ferramenta e modelo. Mostra memória curta, média e longa (README, rules, PRD, tech spec, tarefas) e compara prompt vago e detalhado num painel de bitcoin.
sobre
rascunho escrito por um agente a partir das fontes; ainda não revisei.
A Formação Inteligência Artificial é o curso da branas.io sobre como um desenvolvedor trabalha com IA. Não é um curso sobre treinar modelos. O assunto é usar a IA para escrever software (Claude Code, Codex e o que gira em volta deles) e construir software que tem um modelo dentro. A versão que estou fazendo foi emitida na plataforma em 31 de julho de 2026 (api pública da branas.io), e a página de venda a apresenta como a nova versão do antigo curso “IA para Devs” (branas.io).
quem dá
São dois instrutores. Rodrigo Branas é arquiteto de software, professor de JavaScript há muitos anos e dono de um canal de programação no YouTube com mais de 250 mil inscritos. Pedro Nauck criou o Docz e o Compozy, uma ferramenta de desenvolvimento com agentes que aparece em várias aulas. Branas conduz a maior parte do núcleo. Pedro dá os módulos de RAG e de agentes autônomos e uma das palestras.
o formato
Pela página de venda, o modelo é híbrido: as aulas são gravadas, e durante um ano há mentoria ao vivo em grupo, em geral quinzenal, às quartas, das 19h às 21h, com um tema por encontro (code review, refactoring, migração de legado, modelos abertos). Há ainda grupo no WhatsApp, certificado e um repositório no GitHub com o código das aulas.
O que está gravado e eu baixei soma 71 aulas em 19 módulos, cerca de 28 horas de vídeo. A conta da página de venda é outra (12 módulos e 80 horas), porque inclui a mentoria e agrupa os temas de outro jeito. As durações da grade de aulas são as dos arquivos.
o percurso
O núcleo tem 13 módulos e umas 20 horas. Ele começa no mercado: as cinco etapas da adoção de IA, os mitos da produtividade e a tese de que o software passa a captar intenção, com o MCP fazendo o papel de nova API. Depois desce ao funcionamento: o que é uma LLM, como o contexto degrada, o que custa o reasoning e o que é o harness, tudo o que envolve o modelo e o transforma num agente.
A partir daí o curso vira método. Context engineering é tratado como guias (rules, AGENTS.md) e sensores (testes, linters, navegador) que deixam o agente se corrigir sozinho. Em seguida vêm skills, MCPs e o centro do curso, o spec-driven development: PRD, tech spec e tarefas pequenas, executadas por skills, com QA e review automáticos e com o planejamento num modelo caro e a execução num barato. Um painel de clima atravessa vários módulos como exemplo, primeiro sem rules, depois com rules, depois com spec e depois em três worktrees em paralelo. Assim dá para comparar tokens e código de um passo para o outro.
A segunda metade constrói coisas. Um agente feito do zero em TypeScript, com janela de contexto, troca de modelo e tool calling escritos à mão. Depois o mesmo problema no Mastra, com storage, memória e tools sobre Postgres. Um RAG sobre os livros de Harry Potter. Um second brain no formato LLM Wiki de Karpathy. E agentes autônomos sempre ligados (OpenClaw e Hermes), plugados no Slack e no Linear até abrirem um PR sozinhos.
Os seis últimos módulos, com umas 8 horas, são palestras e lives: duas da comunidade Tech Leads Club, sobre Compozy e sobre second brain, duas conversas com apresentadores de fora e duas palestras de Branas em eventos.
o que observar
O curso fala muito de modelos e ferramentas específicos, com nome e versão (GPT-5.6, Opus 5, DeepSeek V4), e esse tipo de detalhe envelhece em meses. O que deve durar é o método: separar o que fica sempre no contexto do que entra sob demanda, medir tokens em vez de confiar na sensação, e quebrar o trabalho em tarefas que cabem numa janela limpa. Ainda estou no começo, e é isso que quero testar contra o meu próprio jeito de trabalhar.
